Sete artefatos foram dados aos sete arcanjos, eles significavam uma bússola até o demônio respectivos, mas eles também continham outro motivo.
- Então, como vamos nos fundir? Se usarmos os círculos da minha " terra natal ", você tem problemas, se usarmos da sua, eu tenho problemas. - questiona Baltazar
- Devo ter a resposta nessa moeda. Segundo Miguel, o artefato serviria de elo entre nós. - responde Baraquiel.
- Deixa eu ver a moeda. - pede Baltazar.
O antigo Baltazar, tinha um objeto que lhe era preferido, uma moeda de prata que achará em uma cidade humana. Ela tinha uma coroa de louros em um verso e atrás tinha o portão celeste que ligava o último círculo do Purgatório com o primeiro círculo do Paraíso. Quando trocara de corpo Belzebu, a moeda continuou com o corpo, o que foi um tanto chocante.
- Essa moeda...- gagueja Baltazar. - É praticamente o verso da minha.
- Como assim? - pergunta Baraquiel.
- Aqui, segura a sua moeda. - entrega Baltazar enquanto afunda a mão no bolso a procura da sua moeda. - Eu tenho uma idêntica, dos mesmo detalhes da lateral, o que muda é um dos versos.
- Deve ser isso..
Assim que a mão de Baltazar toca na moeda, o artefato de Baraquiel toma um brilho avermelhado. Baltazar puxa a mão do bolso, a estende frente a moeda de Baraquiel e abre a mão, revelando que a sua moeda, continua o mesmo brilho.
Assim que colocadas próximas, elas ficaram na vertical e se levantaram no ar. Rodopiaram, enquanto seu brilho aumentava e se aproximaram devagar.
- É isso, o meu artefato é idêntico ao seu.. - começou Baraquiel
- Foi o que eu disse. - e Baltazar completou.
- Essa é a resposta, esse será o que vai nos juntar.
As moedas se juntaram, o prateado da moeda foi sumindo devagar, dando espaço apenas para a coroa de louro traçada dentro de um círculo branco com um brilho avermelhado. O círculo virou na horizontal e cravou no solo da margem do rio.
- Acho que devemos entrar no círculo. - disse Baltazar
- Então vamos! - diz Baraquiel indo em direção.
Os dois entraram no círculo, fecharam os olhos e cada um disse seu nome ao mesmo tempo.
- Baltazar!
- Baraquiel!
O círculo subiu e vagarosamente, foi juntando as partes. No lado de cima do círculo, estavam os dois de pé, mas do lado de baixo, onde antes tinha duas pernas, tinha apenas uma.
- Tá doendo? - pergunta Baltazar.
- Não, apenas formigando! - responde Baraquiel.
- Ei! - diz Baltazar.
- O quê?
- Belo soco!
- Obrigado, dá pra se concentrar agora?
- Ahhh, dá sim!
O Círculo já tinha chegado na cintura de ambos. Na parte de baixo, pés maiores estavam descalços, na verdade, o ser que estava sendo criado, não vestia roupa alguma.
Quando começou a chegar próximo ao umbigo dos dois, raios uma onda de energia começou a ser criada em volta do círculo. Árvores eram arrancadas, a água começou a ser empurrada para o meio do rio e as nuvens acima deles, foram se afastando. Era impressionante a visão de apenas uma linha que divida dois seres, de um único ser.
O círculo já estava no ombro, quando os dois começaram a sentir dor. Não tiveram muito pra sentir, pois ficaram desacordado, daquela parte em diante.
Quando o circulo chegou no nariz do único ser, já dava para ver a mudança. Antes, Baltazar era mais baixo que Baraquiel que tinha 1,94 de altura, o ser era maior que ambos, tinha quase 2,50 metros. Suas mão, seus pés, todo o seu corpo tinha aumentado proporcionalmente. Ao fechar a mão, era provável que o ser poderia até mesmo segurar a cabeça de um tigre e seus dedos ainda se tocariam.
Após o termino do ritual, o ser se ajoelhou no chão, seus cabelos negros que chegavam até o ombro estavam ensebados. Ele olhou pra cima, gritou tão forte que afugentou pássaros na região e com apenas um grito, arrancou algumas árvores por perto.
- Uaaaarrrghhhh!! Quem... sou....eu? - perguntou o ser.
Ele se levantou e começou a correr pela margem do rio Tigre, longe do monte do Purgátorio. Correu até chegar no deserto, ele passou por dunas e rolou areia abaixo. Grypho o seguiu pelo ar, mas sem saber o que fazer, optou por manter distância do ser.
Depois de horas caminhando, o ser chegou em um Oasis. Lá tinha uma uma rocha com uma caverna, ele se aproximou de uma pequena nascente e enfiou a cabeça, sem ao menos ver, que ali morava um tigre-persa e ali, era o seu bebedouro.
O tigre rosnou e começou a caminhar na direção do ser, mas ele nem se deu o trabalho de se levantar, apenas se virou, encarou o animal e o tigre desmaiou.
Passaram se décadas, daquele ser vivendo ali. Com o tempo, adquiriu certa inteligencias que o Grypho ensinou para ele. Mas a maior mudança foi quando uma caravana de camelos, na passagem pelo deserto, parou justo naquele Oasis para abastecer os cantis vazios.
- Quem vem lá? - pergunta o ser que habitava a caverna.
- Meu bom Alá, quem está ai? - pergunta o homem que guiava os camelos.
- Apenas, eu! - diz o ser que devagar, começa a sair da caverna.
- O que é você? - o homem se espanta ao ver o tamanho da criatura. - É mais alto do que o maior guerreiro de minha aldeia.
- Tudo o que eu sei, é que sou a mistura do que um dia foram dois.
- Como assim?
- Chega de perguntas... homenzinho, aqui quem diz sou eu!
- Desculpe, não quis invadir seu Oasis, venho de muito longe, estou voltando para casa e tenho sede.
- Parta imediatamente, não aceito visitantes!
- E por quê não?
- Não quero saber de suas perguntas, apenas parta!
- Perdoe-me, mas minha curiosidade é minha inimiga. Diga, por que vives nesse Oasis?
Grypho vê a oportunidade e intervem em sua verdadeira forma.
- Não ouviste o grande? Parta! - diz Grypho pousando próximo à nascente.
- Eu vejo, mas não acredito. Es um grifo?
- Es tão burro quanto curioso? - caçoa o ser alado
- Perdão, não quero irrita-los, apenas tenho sede.
- JÁ TE MANDEI PARTIR! - grita o ser enquanto pisa firme no chão.
As areias que cobriam o oasis, se levantam ao céu formando uma parede de areia. o gigante começa a rosnar e a grunhir.
- Meu senhor..- senta o homem no chão, enquanto tira um embrulho da bolsa. - ..Por quê não te sentas e me conta tua história, divido contigo meu mantimento. Enquanto eu tiver comida, você não me mata e me conta vossa história.
O gigante se acalma e as areias voltam ao solo, ele se aproxima se senta frente ao bom homem.
- Não posso te contar, o que nem mesmo eu sei. - fala calmamente o ser.
- Mas eu posso, divida em três que lhe contaremos. - diz o Grypho.
- Tenho o suficiente para nós. Por favor, junte-se. - diz o homem. - Como te chamas grifo?
- Grypho. - responde.
- E você? - pergunta o homem ao gigante.
- Ele não tem nome, não lhe foi dado. - diz o grifo.
- Eu pai era grego e minha mãe árabe, estou dizendo isso por que meu nome é Rajul Tritos. É bem engraçado o meu nome, quer dizer, o Terceiro Homem. - diz o Homem. - Gostaria de um nome, senhor?
- Seria bom. - diz o gigante.
- E eu já tenho o nome perfeito. Você...
... à partir de hoje se chamará, Joldrin!
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