Árvores passam tão depressa que parece que é elas que estão em movimento.
- Leo, cara ou coroa? - Diz a minha irmã gêmea.
- Tanto faz Lia.
Sei que pareço um cara desmotivado, mas é que a minha vida me mostrou que as decepções acontecem, se eu ficar esperando tudo ser como quero, minha vida vai ser uma enorme tristeza, então eu magoou antes de me magoarem, egoísta eu sei.
- Vamos Leo, vamos. - Lia sempre tenta me motivar.
- Cara.
Lia joga a moeda pra cima, ela bate no teto do carro e cai no chão.
- Não consigo acha-la, e agora?
- Agora, tanto faz.
Estamos de mudança, sempre estamos, meu pai trabalha em uma firma que tem filiais espalhada pelo país, por isso precisamos mudar até a cidade da filial, assim ele "gasta menos combustível ", sempre discordo. Dessa vez estamos indo para o norte do país, uma cidade meio quieta, como pode ter uma firma lá?
- Leo, como está o Yan? - pergunta Lia.
- Longe, ele está longe.
Yan é o meu melhor amigo, tive de deixa-lo com a Holly e a cidade, sempre tenho que abandonar as pessoas, mas ano que vem não vai ser assim, ano que vem terei 18 anos!
Nosso carro para em um bairro movimentado, ao lado vejo a nossa futura casa, ela tem teto de brasilite, o portão é alto com pontas, parece uma caixa.
- É aqui que vamos viver?
- Sim Leo, essa é nossa futura casa. - disse a mãe de Leo, de forma otimista.
- Desce Akira!
- Au Au - disse Akira.
Ganhei Akira quando tinha 16 anos, ele é um beagle mestiço, um vira-lata, ele era mais alaranjado e menorzinho, parece uma raposa que late, ele até entende o que digo.
Meu quarto é pequeno, mal cabe direito a minha cama, meu guarda-roupa, o computador e um movel, mas é meu e posso fechar e ninguem irá me incomodar.
- Leo? - diz a voz de Yan em minha mente.
- Yan, que bom que posso falar com você. - Em um instante estamos no Palacio do Silêncio.
O Palácio do Silêncio, é uma sala que eu e Yan achamos e usamos ela para podermos conversa a hora que quisermos, ela é em fica em uma realidade referente ao Clã, nela o tempo corre devagar e nada pode entrar lá, senão os integrantes do clã.
- Chegou bem? - Yan estava preocupado, ele é meu melhor amigo.
- Sim e daqui a pouco vou fazer a varredura e limpeza do local.
- Otimo, continue assim!
- E a Holly?
- Ela está bem, estou falando com ela no computador, ela diz que sente sua falta.
- Otimo, diga assim que possível que eu a amo.
- Pode deixar.
- Até.
Sou o Quinto capitão do clã asaras e Yan é o Terceiro, temos que defender tudo, o mundo precisa de nós. Antes de qualquer coisa, deixe-me lembrar que Chii é a energia que está em tudo, nós seres vivos e nós seres inanimados. Certas pessoas tem um dom natural de controlar o Chii, elas naturalmente sem treino algum, conseguem encontrar coisas, criar ou dominar usando apenas o Chii. As que não nascem com esse dom, as desenvolve com anos e anos de treinamento, como mestres de kung fuu, karatê, tai chi chuan ou de judô, isso envolve compreensão das coisas. Nós integrante do clã ou até mesmo pessoas das outras 11 organizações, reencarnamos em "portadores", eles nada mais são do que a estrutura de carne, e o que reencarna é o ser, a alma. No meu caso, o portador é o Leo e a Alma é do Quinto, até mesmo o Quinto é como um portador, ele é a mistura entre um anjo de Deus e um demonio de Lucifer. Quinto é Zetsel e Suuki, que juntos se tornam Quinto, ou Suukiel.
Fecho os meus olhos no meu quintal e do meu corpo, eu emano uma onda de Chii e faço ela se espalhar pela cidade como um onda em um lago grande, faço isso procurando algo. A cidade é grande e minha busca é de 1km, nesse raio, não encontro ameaça pra mim.
Eu e Yan temos muita pratica com Chii, faz 11 anos que treinamos isso, logico que temos dominio alto na pratica do Chii. Após a sondagem, eu metalizo um hexagrama em volta da minha casa, na ponta desses hexagramas eu ponho minha energia de Vento e mentalizo uma barreira subindo e digo:
- Fuuton. Tecnica de Selamento de 6 pontas.
Após dizer tais palavras e usar meu chii, eu crio uma barreira de vento em torno de minha casa. Ela deve dar uma certa proteção até de manhã, já que amanhã tenho muita coisa pra fazer.
Nesse momento, eu ouvi um clique em minha cabeça e depois ouvi o barulho de um engranagem girar.. eu percebi que tinha começado!
Translate
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Um novo conto se aproxima
Primeiro e a Segunda já foram, o próximo agora é o Quinto ( sim eu vou pular, é o sentindo da história ), em seguida eu escreverei dois Gainden, a Raijin e o Baltazar.
Aproveitem
₢°
Aproveitem
₢°
A Quarta Gota
- Não posso mais viver em casa, eu matei um homem!
Eu estou em um ônibus e nem sei pra onde estou indo, só fujo de um lugar que um dia foi minha casa. Eu matei o Robert, eu o sequei até a morte, eu sou um monstro!
- Moça, tá tudo bem? - um homem que estava na poltrona ao lado ouve o meu choramingo. - Você disse algo sobre matar um homem?
- N..não, eu não falei nada disso.
- Motorista, pare o ônibus! - o homem se levanta e chega perto de mim. - Você não é aquela menina que secou um homem?
- Cara, tá chovendo, eu não quero te machucar, volta pro seu lugar! - minhas mãos já apontam pra ele, esperando apenas o movimento dele.
O homem avança em minha direção, eu puxo a água da chuva, ela quebra o vidro do meu lado e se torna um escudo de água, me dando tempo pra pular a janela do ônibus.
Eu consegui escapar daquele homem, mas pelo que parece, eu já sou procurada. Eu estou confusa, com medo e com frio.
- Eu estou orgulhosa e com certa vergonha de você, Amy. - Lunnyah estava me olhando de uma poça de água.
- Por que me deu esse dom? Eu não o queria! Você acabou comigo!
- Eu te dei vida! Eu te dei razão, você ficava no quintal da sua casa se perguntando se um dia iria conseguir sair dali e ter uma vida digna!
Havia razão em suas palavras, eu amaldiçoou e abençoou esse dom, graças a ele eu posso começar do zero, mas eu sinto falta da minha mãe.
- Amy, siga para o norte e você encontrará uma razão.
Após tais palavras Lunnya some na poça, me deixando sem opções a não ser seguir ao norte.
- São $13,00, moça. - diz uma atendente que vende passagem de ônibus.
- Certo.
Meu dinheiro está acabando, sai de casa as pressas e nem pude pegar uma boa quantia de dinheiro ou roupas limpas, preciso de um lugar pra ficar. Até quando terei que ir pro norte? Fazem 7 dias que não vejo e nem falo com a Lunnyah, apenas sigo pro norte.
- Ultima chamada, por favor passageiro entrem no ônibus com..
Antes que eu pudesse terminar de ouvir a mulher que anuncia os ônibus, um grupo de 3 pessoas entra na rodoviária, eles atraem a minha atenção e de uma forma diferente, me causam um medo irracional. Eu me levanto da cadeira e sigo em direção a um ônibus que estava com os passageiros entrando, eu apresso o passo e de canto de olho eu vejo que um deles me percebeu e chamou a atenção dos demais. Eu começo a correr e em seguida o grupo me persegue, por sorte o ônibus está próximo e minha sorte é que o motorista barre eles.
- Passagem por favor. - Pergunta o motorista com a mão estendida.
- Aqui, senhor. - Eu vejo eles se aproximando.
- Tenha uma boa viagem.
- Senhor, aqueles três ali não tem passagens. - Foi puro instinto.
- Obrigado, Moça. - Ele se apronta para barrar eles
Quando entro no ônibus e sento na poltrona referente ao número no meu canhoto, que por coincidência é na janela, eu observo eles serem barrados pelo motorista.
- Senhores, passagem.
O do meio encara o motorista e volta os olhos para a janela em que estou. O que está me encarando, parece ter 25 a 26 anos, ele tem cabelo preto curto e olhos castanhos, tem alguns piercings no rosto, próximos a boca e na sobrancelha direita. Ele tem um estilo meio punk, tem roupas longas rasgadas e "sobre-tudo", tem "spikes" nos punhos. Os outros dois são parecidos com ele, o que muda era os olhos e o cabelo, um deles tinha olhos azuis e cabelo loiro e por fim, o ultimo tinha cabelos castanhos e olhos pretos.
O motorista pede para que eles se afastem do ônibus por que ele vai sair, mas eles ignoram o motorista e continuo a me encarar, eu evito contato visual e fecho a cortina, por pouco eu escapei. Não entendo quem eles eram e nem o que queria, consegui escapar por instinto. Espero que não aconteça de novo.
Enquanto vejo as lojas, casas e prédios passarem pela janela, eu começo a me lembrar do que fiz com Robert, lembro da expressão da minha mãe olhando pra mim com medo, lembro de meu pai correndo até o telefone para ligar pra polícia. Por que ele teve que fazer isso? Por causa dele eu entrei correndo na cassa, peguei uma mochila e juntei as roupas que pude, entrei no quarto da minha mãe e peguei $300,00 na gaveta dela e sai correndo. Deixei Carlota em cima de minha cama, sinto falta dela.
Me vejo em uma pradaria ensolarada, em minha frente tem um bosque com pinheiros que tem corvos sobrevoando, eu não penso, só sigo para o bosque. O bosque foi plantado, eles tem exatamente cerca de 80 centímetro de espaço entre eles, ficam em fileiras e os corredores paralelo a eles eh um pouco maior que 1 metro. No final do bosque, tem um precipício e o clima já mudou, parece que vem tempestade do oeste, aonde tudo que vejo é a continuação do bosque atrás de mim. O precipício é tão fundo que mal vejo o final dele, parece que se alguém cair ali, não voltará tão cedo. Uma mão aparece no meu ombro e eu ouço.
- Vai ter que confiar em mim.
A mão me empurra para o precipício, acho que nada mais me surpreende. Na queda tudo o que vejo é a escuridão, mas ouço o vento raspando entre meus ouvidos, sinto que aquele abismo não tem fim. Abro meus olhos e estou na base dele, e vejo em minha frente uma casa branca, ela é de dois andares, e tem um portão na frente. Tem três janelas na frente da casa, elas tem a borda amarelada e vidros mau limpados, a porta é grande, um pouco mais de 2 metros, tem duas janelas ao lado e são aquelas que tem baú dentro. A cerca dela é de ferro, cheio de pontas, com um portão quebrado, mas o que me chama a atenção mesmo, é que a casa tem um jardim, um jardim de cobras. Um vulto sai da casa e chega até o portão, as cobras começa a picar ele, mas ele não tem nenhuma ação com elas, ele estende a mão pra mim e diz:
- Você ainda não confia em mim não é?
- Como posso confiar? Eu..
Duas mãos aparecem em meu ombro e me puxam para fora do sonho:
- Moça, já chegamos. - O motorista está do meu lado me acordando. - Acorda moça.
- Eu dormi? Ahh desculpa.
Estou em uma outra rodoviária, logo que desço tem dois caras me esperando, um alto e um baixinho, maior do que eu, mas comparado ao primeiro é menor, eles estão calmos e felizes em me ver.
- Segunda? - Ele sabia.
- Sim?
- Somos o Primeiro e o Quinto, por favor, nós acompanhe..
O Clã, de fato existe..
₢°
Eu estou em um ônibus e nem sei pra onde estou indo, só fujo de um lugar que um dia foi minha casa. Eu matei o Robert, eu o sequei até a morte, eu sou um monstro!
- Moça, tá tudo bem? - um homem que estava na poltrona ao lado ouve o meu choramingo. - Você disse algo sobre matar um homem?
- N..não, eu não falei nada disso.
- Motorista, pare o ônibus! - o homem se levanta e chega perto de mim. - Você não é aquela menina que secou um homem?
- Cara, tá chovendo, eu não quero te machucar, volta pro seu lugar! - minhas mãos já apontam pra ele, esperando apenas o movimento dele.
O homem avança em minha direção, eu puxo a água da chuva, ela quebra o vidro do meu lado e se torna um escudo de água, me dando tempo pra pular a janela do ônibus.
Eu consegui escapar daquele homem, mas pelo que parece, eu já sou procurada. Eu estou confusa, com medo e com frio.
- Eu estou orgulhosa e com certa vergonha de você, Amy. - Lunnyah estava me olhando de uma poça de água.
- Por que me deu esse dom? Eu não o queria! Você acabou comigo!
- Eu te dei vida! Eu te dei razão, você ficava no quintal da sua casa se perguntando se um dia iria conseguir sair dali e ter uma vida digna!
Havia razão em suas palavras, eu amaldiçoou e abençoou esse dom, graças a ele eu posso começar do zero, mas eu sinto falta da minha mãe.
- Amy, siga para o norte e você encontrará uma razão.
Após tais palavras Lunnya some na poça, me deixando sem opções a não ser seguir ao norte.
- São $13,00, moça. - diz uma atendente que vende passagem de ônibus.
- Certo.
Meu dinheiro está acabando, sai de casa as pressas e nem pude pegar uma boa quantia de dinheiro ou roupas limpas, preciso de um lugar pra ficar. Até quando terei que ir pro norte? Fazem 7 dias que não vejo e nem falo com a Lunnyah, apenas sigo pro norte.
- Ultima chamada, por favor passageiro entrem no ônibus com..
Antes que eu pudesse terminar de ouvir a mulher que anuncia os ônibus, um grupo de 3 pessoas entra na rodoviária, eles atraem a minha atenção e de uma forma diferente, me causam um medo irracional. Eu me levanto da cadeira e sigo em direção a um ônibus que estava com os passageiros entrando, eu apresso o passo e de canto de olho eu vejo que um deles me percebeu e chamou a atenção dos demais. Eu começo a correr e em seguida o grupo me persegue, por sorte o ônibus está próximo e minha sorte é que o motorista barre eles.
- Passagem por favor. - Pergunta o motorista com a mão estendida.
- Aqui, senhor. - Eu vejo eles se aproximando.
- Tenha uma boa viagem.
- Senhor, aqueles três ali não tem passagens. - Foi puro instinto.
- Obrigado, Moça. - Ele se apronta para barrar eles
Quando entro no ônibus e sento na poltrona referente ao número no meu canhoto, que por coincidência é na janela, eu observo eles serem barrados pelo motorista.
- Senhores, passagem.
O do meio encara o motorista e volta os olhos para a janela em que estou. O que está me encarando, parece ter 25 a 26 anos, ele tem cabelo preto curto e olhos castanhos, tem alguns piercings no rosto, próximos a boca e na sobrancelha direita. Ele tem um estilo meio punk, tem roupas longas rasgadas e "sobre-tudo", tem "spikes" nos punhos. Os outros dois são parecidos com ele, o que muda era os olhos e o cabelo, um deles tinha olhos azuis e cabelo loiro e por fim, o ultimo tinha cabelos castanhos e olhos pretos.
O motorista pede para que eles se afastem do ônibus por que ele vai sair, mas eles ignoram o motorista e continuo a me encarar, eu evito contato visual e fecho a cortina, por pouco eu escapei. Não entendo quem eles eram e nem o que queria, consegui escapar por instinto. Espero que não aconteça de novo.
Enquanto vejo as lojas, casas e prédios passarem pela janela, eu começo a me lembrar do que fiz com Robert, lembro da expressão da minha mãe olhando pra mim com medo, lembro de meu pai correndo até o telefone para ligar pra polícia. Por que ele teve que fazer isso? Por causa dele eu entrei correndo na cassa, peguei uma mochila e juntei as roupas que pude, entrei no quarto da minha mãe e peguei $300,00 na gaveta dela e sai correndo. Deixei Carlota em cima de minha cama, sinto falta dela.
Me vejo em uma pradaria ensolarada, em minha frente tem um bosque com pinheiros que tem corvos sobrevoando, eu não penso, só sigo para o bosque. O bosque foi plantado, eles tem exatamente cerca de 80 centímetro de espaço entre eles, ficam em fileiras e os corredores paralelo a eles eh um pouco maior que 1 metro. No final do bosque, tem um precipício e o clima já mudou, parece que vem tempestade do oeste, aonde tudo que vejo é a continuação do bosque atrás de mim. O precipício é tão fundo que mal vejo o final dele, parece que se alguém cair ali, não voltará tão cedo. Uma mão aparece no meu ombro e eu ouço.
- Vai ter que confiar em mim.
A mão me empurra para o precipício, acho que nada mais me surpreende. Na queda tudo o que vejo é a escuridão, mas ouço o vento raspando entre meus ouvidos, sinto que aquele abismo não tem fim. Abro meus olhos e estou na base dele, e vejo em minha frente uma casa branca, ela é de dois andares, e tem um portão na frente. Tem três janelas na frente da casa, elas tem a borda amarelada e vidros mau limpados, a porta é grande, um pouco mais de 2 metros, tem duas janelas ao lado e são aquelas que tem baú dentro. A cerca dela é de ferro, cheio de pontas, com um portão quebrado, mas o que me chama a atenção mesmo, é que a casa tem um jardim, um jardim de cobras. Um vulto sai da casa e chega até o portão, as cobras começa a picar ele, mas ele não tem nenhuma ação com elas, ele estende a mão pra mim e diz:
- Você ainda não confia em mim não é?
- Como posso confiar? Eu..
Duas mãos aparecem em meu ombro e me puxam para fora do sonho:
- Moça, já chegamos. - O motorista está do meu lado me acordando. - Acorda moça.
- Eu dormi? Ahh desculpa.
Estou em uma outra rodoviária, logo que desço tem dois caras me esperando, um alto e um baixinho, maior do que eu, mas comparado ao primeiro é menor, eles estão calmos e felizes em me ver.
- Segunda? - Ele sabia.
- Sim?
- Somos o Primeiro e o Quinto, por favor, nós acompanhe..
O Clã, de fato existe..
₢°
A Terceira Gota
Ela escorre pela minha mão, mas ao menor sinal de controle, a água toma a forma que eu quero. Desde formas geométricas, até animais que se movem. Não possui explicação cientifica, eu sei por que eu pesquisei, ela simplesmente toma a forma que eu quero e isso aconteceu depois da Lunnyah fazer aquilo.
- Segunda? Segunda de que?
- Segunda de sete capitães. Você é a segunda capitão do clã Asaras, você representa o elemento da água e é minha Avatar!
- Porque? O que eu tenho e o que é esse clã?
- O Clã é o poder de deus na terra, não o único, mas o mais poderoso. De tempos em tempos ele desce na terra com seus integrantes e combatem o que deve ser combatido! - Ela explica calmamente e todas as palavras entram em minha cabeça e cada detalhe ali descrito, eu vejo passar em meus olhos. - Ele possui 7 líderes que são seis comandantes e uma general. Eles lideram o clã e com a ajuda de mais 5 organizações combatem as outras seis organizações opositoras.
- Mas por que?
- Por que Deus quis assim. Por que esse, é o equilíbrio!
- Eu não entendo, por que deve ser assim? Não temos opção? - Estou com medo!
- Deve ser assim por que Deus e o Diabo querem reger esse mundo e eles tem os exércitos deles, nós! E é claro que temos opção, podemos negar esse dom, mas pergunto. Conseguiria deitar sua cabeça em um travesseiro mesmo sabendo que lá fora acontece uma guerra? Uma guerra pela sua alma?
Após essas palavras, Lunnyah tocou a minha testa com sua mão e disse:
- Amanhã eu parecerei novamente, e você me dirá a sua resposta.- Sua mão brilhou e eu submergi da piscina.
-Será que é isso mesmo? É um pouco difícil de acreditar, até mesmo ontem meus problemas maiores era superar a morte da minha tia e auxiliar minha mãe fazer o mesmo, mas agora é liderar um clã com outras seis pessoas e enfrentar o mal. Será que não se enganaram ao meu respeito?
Enquanto fico me fazendo tais perguntas me dou conta que enquanto eu viajava, inconscientemente eu estava dando controle na água e agora eu estou dentro de uma bolha d'água.
- Amy! - Diz minha mãe quase derrubando a porta no soco. - Sai logo do banho, tá a meia hora ai!
- Certo mãe! - A bolha se dissolve e escorre pelo ralo.
Logo que saio do banho vejo o marido da minha tia, Robert, na sala falando com meus pais. Ele não estava na cidade, no estado e nem no país quando minha tia faleceu, eu não gosto dele. Minha tia e Robert são casados a quatro anos e nesses tempo, ele fez a vida da minha tia um completo inferno!
Robert é do tipo que frequenta bares, que possui "amigos" do lado contrario à lei, gente desde contrabando até assassinato por encomenda. Mas sem amigos, Robert não deixa de ser uma má influencia, ele bebe, se droga e é agressivo com as pessoas, chegou a bater na minha tia, que ainda insistia em dizer que ele é o amor de sua vida. Já fizemos B.O. contra ele, ameaças, pagamos pra ele não sair com a minha tia, mas tudo que resultava era ele contar pra ela e ela brigar conosco. A gota d'água foi ele bater nela a ponto de faze-la desmaiar, foi na véspera de sua morte, tinha sido por causa da minha prima, ele queria passear com ela e minha tia não deixou, depois da agressão ela se trancou na casa e começou a beber, é tudo o que sei.
- Vim pegar minha filha! - Ele estava na frente da porta da sala, estava decidido a não sair dali enquanto ela não fosse com ela. - Ela é minha filha, tenho esse direito!
- Você perdeu esse direito quando agrediu minha irmã e fugiu daqui, você tem contas a acertar na polícia, Robert, e aconselho a resolver isso primeiro. - Ali eu sabia que minha mãe não o perdoara e nem tinha a intenção de um dia fazer isso.
- É melhor me passar a criança ou eu não vou responder pelo que acontecerá!
- Então tente Robert! - Eu pai entrou no meio dos dois e encarou Robert.
Aconteceu muito rápido, ainda não entendo direito, lembro de ver meu pai recebendo um soco de Robert e caindo pra direita, ele avançou na minha mãe com suas mão pra estrangular ela e eu entrei na frente!
- Não Robert! Você não vai tocar na minha mãe! - Eu estendi minha mão pra frente como se fosse mante-lo longe de mim e de minha mãe. - Eu não vou deixar!
Sabe quando você quer pular de margem à margem quando está diante de um rio, você acha que não consegue, mas depois que pula você se choca com o que conseguiu, já tiveram isso? Bem, com um simples pensamento, começava a sair gotas de água do corpo de Robert. Saia pelos olhos, nariz, boca, pela pele inclusive, saiam e se juntavam acima de sua cabeça, formando uma esfera de água. Robert urrava de dor, ele tentava tampar as saídas, mas isso era inútil, ele saiu pra fora de minha casa e caiu na área próximo a portão, ele começou a rolar e a esfera de água o acompanhava. Demorou 3 minutos pra Robert morrer na frente de minha família, ele parecia um amontoado de carne enrugada, ele estava em posição de feto, com as duas mãos tampando sua boca. Eu matei Robert e não me arrependo!
₢°
- Segunda? Segunda de que?
- Segunda de sete capitães. Você é a segunda capitão do clã Asaras, você representa o elemento da água e é minha Avatar!
- Porque? O que eu tenho e o que é esse clã?
- O Clã é o poder de deus na terra, não o único, mas o mais poderoso. De tempos em tempos ele desce na terra com seus integrantes e combatem o que deve ser combatido! - Ela explica calmamente e todas as palavras entram em minha cabeça e cada detalhe ali descrito, eu vejo passar em meus olhos. - Ele possui 7 líderes que são seis comandantes e uma general. Eles lideram o clã e com a ajuda de mais 5 organizações combatem as outras seis organizações opositoras.
- Mas por que?
- Por que Deus quis assim. Por que esse, é o equilíbrio!
- Eu não entendo, por que deve ser assim? Não temos opção? - Estou com medo!
- Deve ser assim por que Deus e o Diabo querem reger esse mundo e eles tem os exércitos deles, nós! E é claro que temos opção, podemos negar esse dom, mas pergunto. Conseguiria deitar sua cabeça em um travesseiro mesmo sabendo que lá fora acontece uma guerra? Uma guerra pela sua alma?
Após essas palavras, Lunnyah tocou a minha testa com sua mão e disse:
- Amanhã eu parecerei novamente, e você me dirá a sua resposta.- Sua mão brilhou e eu submergi da piscina.
-Será que é isso mesmo? É um pouco difícil de acreditar, até mesmo ontem meus problemas maiores era superar a morte da minha tia e auxiliar minha mãe fazer o mesmo, mas agora é liderar um clã com outras seis pessoas e enfrentar o mal. Será que não se enganaram ao meu respeito?
Enquanto fico me fazendo tais perguntas me dou conta que enquanto eu viajava, inconscientemente eu estava dando controle na água e agora eu estou dentro de uma bolha d'água.
- Amy! - Diz minha mãe quase derrubando a porta no soco. - Sai logo do banho, tá a meia hora ai!
- Certo mãe! - A bolha se dissolve e escorre pelo ralo.
Logo que saio do banho vejo o marido da minha tia, Robert, na sala falando com meus pais. Ele não estava na cidade, no estado e nem no país quando minha tia faleceu, eu não gosto dele. Minha tia e Robert são casados a quatro anos e nesses tempo, ele fez a vida da minha tia um completo inferno!
Robert é do tipo que frequenta bares, que possui "amigos" do lado contrario à lei, gente desde contrabando até assassinato por encomenda. Mas sem amigos, Robert não deixa de ser uma má influencia, ele bebe, se droga e é agressivo com as pessoas, chegou a bater na minha tia, que ainda insistia em dizer que ele é o amor de sua vida. Já fizemos B.O. contra ele, ameaças, pagamos pra ele não sair com a minha tia, mas tudo que resultava era ele contar pra ela e ela brigar conosco. A gota d'água foi ele bater nela a ponto de faze-la desmaiar, foi na véspera de sua morte, tinha sido por causa da minha prima, ele queria passear com ela e minha tia não deixou, depois da agressão ela se trancou na casa e começou a beber, é tudo o que sei.
- Vim pegar minha filha! - Ele estava na frente da porta da sala, estava decidido a não sair dali enquanto ela não fosse com ela. - Ela é minha filha, tenho esse direito!
- Você perdeu esse direito quando agrediu minha irmã e fugiu daqui, você tem contas a acertar na polícia, Robert, e aconselho a resolver isso primeiro. - Ali eu sabia que minha mãe não o perdoara e nem tinha a intenção de um dia fazer isso.
- É melhor me passar a criança ou eu não vou responder pelo que acontecerá!
- Então tente Robert! - Eu pai entrou no meio dos dois e encarou Robert.
Aconteceu muito rápido, ainda não entendo direito, lembro de ver meu pai recebendo um soco de Robert e caindo pra direita, ele avançou na minha mãe com suas mão pra estrangular ela e eu entrei na frente!
- Não Robert! Você não vai tocar na minha mãe! - Eu estendi minha mão pra frente como se fosse mante-lo longe de mim e de minha mãe. - Eu não vou deixar!
Sabe quando você quer pular de margem à margem quando está diante de um rio, você acha que não consegue, mas depois que pula você se choca com o que conseguiu, já tiveram isso? Bem, com um simples pensamento, começava a sair gotas de água do corpo de Robert. Saia pelos olhos, nariz, boca, pela pele inclusive, saiam e se juntavam acima de sua cabeça, formando uma esfera de água. Robert urrava de dor, ele tentava tampar as saídas, mas isso era inútil, ele saiu pra fora de minha casa e caiu na área próximo a portão, ele começou a rolar e a esfera de água o acompanhava. Demorou 3 minutos pra Robert morrer na frente de minha família, ele parecia um amontoado de carne enrugada, ele estava em posição de feto, com as duas mãos tampando sua boca. Eu matei Robert e não me arrependo!
₢°
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
A Segunda Gota
- Carlota, por que esse comentário sobre as sereias?
- Amy, nunca achou estranho você poder me ouvir? - Sua boneca estava falando
- Mas eu não te ouço, eu imagino você falando. Sempre foi assim, sempre, você nunca falou. - Amy tinha certeza que estava ouvindo, seu coração acreditava, mas sua mente não.
- Você entenderá melhor submersa..
A boneca pulou da mão de sua dona e caiu dentro da piscina. Amy estava em choque com aquilo, de sua boneca falar e da voz que antes ouvira. Ela queria entender, então mergulhou atras de sua boneca.
- Que bom que entrou, achei que fosse desistir. - Sua boneca estava de pé no fundo da piscina, o que era estranho pois era de pano, deveria emergir. - Já que entrou mesmo, acho que devo me revelar pra você.
A piscina parecia mais funda, mais cheia de água, parecia que não estava mais em seu quintal. Lembrava um lago de água esverdeada e em uma das suas piscadas, Amy podia jurar ver algas no fundo.
Repentinamente Carlota perdeu todo aquele suposto peso que a mantinha no fundo e começa a emergir lentamente, como se estivesse sendo puxada pela sua barriga. sua cabeça ficou arcada pra trás deixando seus cachos loiros balançando com o movimento da água. Ao se aproximar de Amy, uma mão com ventosas a segurou e puxou ela mais pro fundo, sua mão tinha uma cor azul meio acinzentado. Ela puxou Carlota e a deixou do lado, fazendo isso ela se revelou, era uma sereia.
- Ahhh, melhor assim, agora posso me movimentar melhor. - disse uma sereia com cabelos azuis e longos que se movimentavam aleatoriamente devido à água, seus cabelos chegavam a sua cintura se estivessem fora da água - Agora podemos conversar.
Não é todo dia que se vê uma sereia de 2 metros, olhos azuis, pele branca meio azulada e com uma barbatana do tamanho de um sofá de 3 lugares. Sua barbatana tinha cor dourada, com uma pequena estrela do mar grudada na ponta, em seu corpo de peixe, tinha uma alga esverdeada enrolada em espiral, tinha certos enfeites, como conchas e musgos. E diferente em filmes, Amy pode notar que a sereia não tinha duas conchas abertas que cobriam o seio, na verdade o busto da sereia não era como o de uma mulher normal, ela não escondia por que não havia nada a esconder, era apenas o seio, mas sem o mamilo.
- Vai ficar me olhando pra sempre? - A sereia estava calmamente de braços cruzados esperando Amy terminar.
- Ahh me desculpe, é que nunca vi uma sereia.
- Hahahahaha, se visse acho que seria a unica louca desse mundo
- Desculpe, mas você é a Carlota?
- Sim e não. - disse a sereia parecendo querer confundir Amy
- Como assim? - Amy acabara de cair na da sereia
- Eu falo com você, habito ela, praticamente sou ela, mas não exatamente ela - Ela sorria de forma brincalhona.
- Desculpe..
- Pare de se desculpar, estou apenas brincando com você. - interrompe a sereia tomando um ar serio. - Eu sou Lunnyah, e você é minha avatar, juntos.. somos a segunda..
₢°
- Amy, nunca achou estranho você poder me ouvir? - Sua boneca estava falando
- Mas eu não te ouço, eu imagino você falando. Sempre foi assim, sempre, você nunca falou. - Amy tinha certeza que estava ouvindo, seu coração acreditava, mas sua mente não.
- Você entenderá melhor submersa..
A boneca pulou da mão de sua dona e caiu dentro da piscina. Amy estava em choque com aquilo, de sua boneca falar e da voz que antes ouvira. Ela queria entender, então mergulhou atras de sua boneca.
- Que bom que entrou, achei que fosse desistir. - Sua boneca estava de pé no fundo da piscina, o que era estranho pois era de pano, deveria emergir. - Já que entrou mesmo, acho que devo me revelar pra você.
A piscina parecia mais funda, mais cheia de água, parecia que não estava mais em seu quintal. Lembrava um lago de água esverdeada e em uma das suas piscadas, Amy podia jurar ver algas no fundo.
Repentinamente Carlota perdeu todo aquele suposto peso que a mantinha no fundo e começa a emergir lentamente, como se estivesse sendo puxada pela sua barriga. sua cabeça ficou arcada pra trás deixando seus cachos loiros balançando com o movimento da água. Ao se aproximar de Amy, uma mão com ventosas a segurou e puxou ela mais pro fundo, sua mão tinha uma cor azul meio acinzentado. Ela puxou Carlota e a deixou do lado, fazendo isso ela se revelou, era uma sereia.
- Ahhh, melhor assim, agora posso me movimentar melhor. - disse uma sereia com cabelos azuis e longos que se movimentavam aleatoriamente devido à água, seus cabelos chegavam a sua cintura se estivessem fora da água - Agora podemos conversar.
Não é todo dia que se vê uma sereia de 2 metros, olhos azuis, pele branca meio azulada e com uma barbatana do tamanho de um sofá de 3 lugares. Sua barbatana tinha cor dourada, com uma pequena estrela do mar grudada na ponta, em seu corpo de peixe, tinha uma alga esverdeada enrolada em espiral, tinha certos enfeites, como conchas e musgos. E diferente em filmes, Amy pode notar que a sereia não tinha duas conchas abertas que cobriam o seio, na verdade o busto da sereia não era como o de uma mulher normal, ela não escondia por que não havia nada a esconder, era apenas o seio, mas sem o mamilo.
- Vai ficar me olhando pra sempre? - A sereia estava calmamente de braços cruzados esperando Amy terminar.
- Ahh me desculpe, é que nunca vi uma sereia.
- Hahahahaha, se visse acho que seria a unica louca desse mundo
- Desculpe, mas você é a Carlota?
- Sim e não. - disse a sereia parecendo querer confundir Amy
- Como assim? - Amy acabara de cair na da sereia
- Eu falo com você, habito ela, praticamente sou ela, mas não exatamente ela - Ela sorria de forma brincalhona.
- Desculpe..
- Pare de se desculpar, estou apenas brincando com você. - interrompe a sereia tomando um ar serio. - Eu sou Lunnyah, e você é minha avatar, juntos.. somos a segunda..
₢°
terça-feira, 22 de outubro de 2013
A Primeira Gota
Uma estante roxa contra a janela guarda a lembrança de uma garotinha, uma boneca de pano, dali, ela cuida de Amy. O Vento bate...
- Filha?
Em sua cama, Amy estava debruçada em lagrimas.
- Filha, eu sei que é difícil, ela era minha irmã, sei o que está sentindo.
- Por que, Mãe?Por que ela teve que ir?
A família era grande. Mais pelo lado da mãe, tinha bastante primos e tio avôs, tias avós, mas de tio ou tia, eu tinha apenas uma.. e ela se fora. Nunca foi meu parente mais próximo ou mais intimo, mas eu chorava e chorava, não parava de chorar.
- É o destino das pessoas, elas crescem, vivem e no final morrem. Deus quis assim, ele é sábio em suas escolhas. - As palavras de sua mãe, eram tanto pra Amy quanto pra si mesma.
- Eu sei mãe, mas.. e você? Eu sei a sua dor, eu sinto ela!
- Eu vou superar filha, eu sempre supero! - disse sua mãe quase chorando. - Agora vê se não fica assim não!
Mamãe estava muito magoada, estava desesperançosa e sem rumo e eu não podia fazer nada!
Eu tinha uma piscina em casa e era daquelas de 10L, mas dava pro gasto. Eu passava horas nela, era meu apoio emocional, não a piscina, mas a água, ela me confortava e me animava, mas ela não estava funcionando.
- O que eu faço Carlotinha? Mamãe chora, eu choro e não consigo melhorar isso, nem mesmo a água melhor. - Suas lagrimas molhavam o rosto se sua boneca de pano
- Amy, se lembra do que me disse sobre o céu ser azul?
- Sim Carlota
- Eu acredito também Amy. Nada é pra sempre, as coisas mudam e assim como você está triste, você vai mudar Amy e terá forças pra mudar!
- Obrigado Carlota
Sua boneca não falava, nunca falou, mas Amy fingia para poder conversar com alguém pra poder ter uma palavra de apoio.
Outra vez na piscina, tentando fazer melhor através da água, Amy mergulha e fica submersa, se isolando da superfície. Ali embaixo era diferente, ela não podia criar um mundo em sua mente, pois não era boa com imaginações, em vez disso ela afundava na água. Não era um mundo novo, mas um outro lugar, um lugar claro e lípido.
- Aaaamyyy... - disse uma voz.
Amy emergiu com tudo devido ao susto.
- Quem é? Quem é???- Eu sou você Amy....
- Amy?
- Sim Carlota?
- Você sabia?Serias existem..
₢°
- Filha?
Em sua cama, Amy estava debruçada em lagrimas.
- Filha, eu sei que é difícil, ela era minha irmã, sei o que está sentindo.
- Por que, Mãe?Por que ela teve que ir?
A família era grande. Mais pelo lado da mãe, tinha bastante primos e tio avôs, tias avós, mas de tio ou tia, eu tinha apenas uma.. e ela se fora. Nunca foi meu parente mais próximo ou mais intimo, mas eu chorava e chorava, não parava de chorar.
- É o destino das pessoas, elas crescem, vivem e no final morrem. Deus quis assim, ele é sábio em suas escolhas. - As palavras de sua mãe, eram tanto pra Amy quanto pra si mesma.
- Eu sei mãe, mas.. e você? Eu sei a sua dor, eu sinto ela!
- Eu vou superar filha, eu sempre supero! - disse sua mãe quase chorando. - Agora vê se não fica assim não!
Mamãe estava muito magoada, estava desesperançosa e sem rumo e eu não podia fazer nada!
Eu tinha uma piscina em casa e era daquelas de 10L, mas dava pro gasto. Eu passava horas nela, era meu apoio emocional, não a piscina, mas a água, ela me confortava e me animava, mas ela não estava funcionando.
- O que eu faço Carlotinha? Mamãe chora, eu choro e não consigo melhorar isso, nem mesmo a água melhor. - Suas lagrimas molhavam o rosto se sua boneca de pano
- Amy, se lembra do que me disse sobre o céu ser azul?
- Sim Carlota
- Eu acredito também Amy. Nada é pra sempre, as coisas mudam e assim como você está triste, você vai mudar Amy e terá forças pra mudar!
- Obrigado Carlota
Sua boneca não falava, nunca falou, mas Amy fingia para poder conversar com alguém pra poder ter uma palavra de apoio.
Outra vez na piscina, tentando fazer melhor através da água, Amy mergulha e fica submersa, se isolando da superfície. Ali embaixo era diferente, ela não podia criar um mundo em sua mente, pois não era boa com imaginações, em vez disso ela afundava na água. Não era um mundo novo, mas um outro lugar, um lugar claro e lípido.
- Aaaamyyy... - disse uma voz.
Amy emergiu com tudo devido ao susto.
- Quem é? Quem é???- Eu sou você Amy....
- Amy?
- Sim Carlota?
- Você sabia?Serias existem..
₢°
Quando as Sereias Nadam
- ..Amy, você sabe por que o céu é azul?
- Eu acho que o céu e o mar eram um casal, dois amantes, mas a terra apareceu e separam eles.
A grama do meu quintal faz cócegas, mas eu gosto de ficar deitada aqui enquanto vejo o céu passando ao meu redor. Eu sou Amy e como digo pra todos, minha vida é como um rio, ela flui e eu fluo junto com ela.
- Amy. - disse pai de amy abrindo a porta.
- Sim pai?
- Entre. Não se esqueça da sua boneca.
- Certo.
Sei que sou muito velha pra ter uma boneca, já até tive meu baile de debutante, mas devo admitir, aquela boneca esteve sempre comigo, sempre me protegeu.
Papai esta triste, acho que é por que minha tia está no hospital e mamãe está com ela. Noite passada minha tia passou mal, ela sempre passa devido ao tanto de álcool que ela bebe, mas ontem foi pior. Mamãe ligou pra ambulância e foi com ela no hospital, até agora não voltaram.
- Amy preciso falar com você.
Pai de Amy estava sentado no sofá na sala, estava com uma expressão preocupante para ela. Amy sempre foi a frente de sua idade, mesmo quando criança ela sempre entendia certo problemas de adultos.
- O que foi papai? - Dizia ela já sabendo que nada de bom estava a caminho
- Sua tia, ela não está bem. Amy?
- Sim pai?
- O que você acha, da sua prima começar a viver com a gente. - Seu pai não a encarava nós olhos, ele a estava evitando.
- Se for necessário..
Sua tia tinha uma filha de 9 anos e desde crianças, ambas não se davam bem. Era como duas irmãs que quase se odiavam, viviam arranjando confusão, encrenca e conflito, mas uma coisa é elas serem primas e viverem em casas separadas, outra é serem posta no mesmo telhado.
- Amy eu tenho uma noticia ruim..
A porta da sala rompe o clima tenso na sala. Era mãe de Amy, seus olhos estavam inchados se tanto chorar, sua expressão era de inconformidade, estava em choque.
- Amor! - Seu pai levanta do sofá e vai a encontro de sua mãe.
- Você já contou?
- Contou o que? - Amy estava com medo, ela estava ligando os pontos
- Sua tia morreu Amy...
₢°
Assinar:
Comentários (Atom)