- Você nunca se atrasa, não é Baal? - pergunta Zebub.
- Para outros compromissos, talvez. Mas para esse, nunca! - diz Baal.
Zebub e Baal eram inimigos desde o começo dos tempos, uns diziam que desde quando esse mundo é mundo os dois se confrontam. Havia tanto tempo que até mesmo o significado dessa luta não tinha mais razão, apenas brandiam suas armas e colidiam seus punhos por instinto.
- Tá quando o placar? - pergunta Baal.
- 8.912.723 lutas. 8.912.723 empates. - diz Zebub.
- Tá tudo isso mesmo?
- Por que eu mentiria?
- Hahahahaha, é verdade. - diz Baal.
Todos os dias, ambos senhores do mal, se encontravam ao meio dia em uma planície rodeadas por paredões rochosos. Antes de Baal senhor da morte, trovões e crueldade e Zebub senhor da pestilências e das moscas começarem a se confrontar, aquele lugar era uma linda pradaria com gramado verde e rente ao solo, hoje, apenas um deserto.
- Vamos ter algumas regras hoje? Ou apenas o de sempre? - pergunta Baal.
- Sem regras!
Esticando sua mão, Zebub condensa o ar em volta e o torna negro de tantas moscas que foram criadas, em seguida a levanta acima de sua cabeça e por algum tipo de ordem, libera o exame. Sem ficar para trás, Baal junta as palmas das mãos e quando as separa, um cetro aparece.
O cetro que Baal criara, era parecido com os cetros dos Tronos, coro angelical. Ele era dourado e na ponta possuía duas asas nas laterais que tinham a ponta virada pra cima, ao lado deles tinha uma lua crescente deitada.
Apontando o Cetro para o exame, Baal apenas sorriu após um pequeno raio sai de seu bastão. Em seguida ele balançou o cetro em volta de si, fazendo pedaços de pedras levitarem e girarem em torno dele.
- Ora vamos Baal, vai ficar na defensiva? - pergunta Zebub
As pedras avançam em direção a Zebub que desvia de algumas e outras quebra no soco. Ele fica por um tempo encarando Baal e pensando em uma estratégia que já não tenha usado.
- Hoje Baal, um de nós vai perder!
- Por que diz isso? - pergunta Baal.
- Pressentimento!
Alguns metros daquele lugar, um grupo de magos avança sobre ordem de Baal para que o auxiliassem em derrotar Zebub. Era um total de 9 magos da Antiguidade que portavam cajado cinzas e vestimentas azuis com detalhes no ombro em vermelho, eles possuíam a mesma altura e tinha o rosto coberto por um capuz branco.
- Quanto tempo temos até chegar? - pergunta um dos magos.
- Dentro do horários combinado, 20 minutos! - anuncia o outro depois de olhar para o sol.
Um chão se rompe em pedaços com um soco dado por Zebub.
- Para de correr, fica difícil te acertar enquanto você pula ou some. - diz Zebub irritado
- Se não consegue me acertar, então não pode me vencer. - diz Baal aparecendo atras de Zebub. - Você devia desistir.
- Não!
Zebub abre a boca e traz para fora um exame de moscas, um exame gigante de milhares delas criando uma densa nuvem bloqueando parte da visão de Baal. Nisso Zebub arranca um rochedo do chão e o usa como um bastão e bate em Baal.
- Você não pode fugir da morte Baal, nem mesmo você pode. - diz Zebub enquanto Baal atinge uma das parede de rocha fazendo toda base estremecer e quebrar o as rochas.
Um feixe de fogo sai da ponta do cetro de Baal e acerta em cheio Zebub e seu enxame, em seguida Baal levanta mão pra cima, antes que fosse esmagado por um rochedo que estava caindo sobre ele e dispara raios nelas . Mesmo tendo o poder dos raios consigo, Baal não consegue dar conta de todas e é enterrado por elas enquanto Zebub se livra das chamas do cetro de seu inimigo.
- Malditas chamas, maldito mago! - vocifera Zebub. - Eu devia devorar suas entranhas e me banhar com seu sangue, mas por fim tudo acabou!
- Quem disse? - ouve se uma voz do amontoado de rochas. - Comemore depois Zebub..
Um raio cai dos céus destrói a maioria das rochas, apenas para dar espaço para Baal pode se levantar novamente.
-..Porque agora, a morte bate na sua porta! - diz Baal.
- Vejo que preciso de mais pra mata-lo! - diz Zebub.
- Muito mais!
- Que assim seja! - termina a frase e Zebub se lança diante a Baal.
- Pode tentar Zebub, mas hoje você sucumbe.
Zebub investe contra Baal com o punho direito levantado, pronto para socar Baal, e de repente, Zebub vira um exame de moscas e se espalha no ar.
- Acha que assim pode fazer algo? Eu já matei bilhões de moscas suas Zeb..- antes que pudesse terminar, varias moscas entram na boca de Baal. - ..Arrrghhh.
Zebub era conhecido por suas moscas que não acabam mais, só que não havia antes relato ou conhecimento sobre sua outra habilidade, não havia por que as vitimas sempre morriam. As mosca que já tinham entrado em Baal, tinham o toque da pestilência, estava transmitindo varias doença demoníacas.
- Seu desgraçado!!! - grita Baal
Enquanto isso, outras moscas que pairavam no ar, tomam o formado de um rosto que encara e gargalha do fato de ver Baal se contorcer.
- Hahahahahaha, não devias tu me subestimar, Baal. Não é a toa que não há sobreviventes para contar a história depois de presenciar o poder da minha pestilência. - diz Zebub enquanto Baal hurra de dor. - Prove da mais infinitas doenças e contágios que levariam qualquer demônio a morte!
Baal enquanto vomitava sangue, aponta o cetro pro chão e dispara um raio concentrado, fazendo ele ser jogado longe, por cima dos paredões de rochas por causa do coice.
- Ahhh não corra Baal, volte! - diz o rosto enquanto se dissipa e segue em direção.
Baal chega a voar 5 milhas por causa do coice, quando aterrissa nas areias do deserto, mais sangue é jorrado de sua boca e algumas moscas saem devido ao baque. Levando o cetro ao encontro de seu peito, Baal usar outro poder seu.
- Morram moscas desgraçadas! - sussurra Baal com dificuldade.
Uma luz verde passa por todo seu corpo e fazendo assim, Baal parar de agonizar. Ele se levanta e olha em volta e vê ao Oeste no horizonte, uma cidade que no seu lar é conhecido como o portão do inferno, já para os humanos, é conhecida como..
...Jerusalém
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