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segunda-feira, 17 de junho de 2013
O Primeiro Floco de Neve
- Tá atrasado, muito atrasado! - vociferou Carlos
- Cara, qual o problema?
- To cansado de você, só vagabu...
- Carlos! Alguma vez eu te dei liberdade de criticar minhas ações? Cara, é a minha vida, larga porra!!
- Você não tem jeito, to cansado de ter um amigo mal exemplo!
Carlos virou de costas e me deixou, agindo como se não quisesse mais me ver. Ah! Quer saber? Não preciso de Carlos, não preciso de pessoas que não me aceitem como sou e nem que tentem me mudar! Não preciso de pessoas que só sabem criticar! Não preciso de amigos!
O Segundo sinal bate mostrando a troca de uma aula pra outra, Carlos ainda me evita, senta o mais longe o possível de mim e conversa com outras pessoas, ele tá tentando me humilhar dizendo que não precisa da minha amizade. Junto minhas coisas e saio pra fora da sala, justamente quando o professor entrava;
- Aonde vai?
- Se te interessasse eu já teria falado!
- Seus pais não te deram educação menino? - disse o professor espantado
- Deram, mas pra quem valia a pena!
Seu nome era Edgar, eu o odiava! Ele fazia questão, ele sempre queria me humilhar ou até mesmo me punir por nada, ele me odiava, eu sabia que sim!
Já fora da escola, sentado em uma praça, penso em minhas ações. Penso no quanto tinha sido estupido com Carlos, que só queria me aconselhar, me ajudar, mas fui grosso e o censurei. E o professor Edgar então? Deus, me rebaixei o nível dele, dei motivos a mais pra ele reclamar e me humilhar.
Após passadas varias horas na praça, me cansei e tomei rumo de casa. E cada passo que eu dava, a atitude que eu tinha tomado com aquelas pessoas, martelava na minha cabeça, pesando e me amargurando. Quando dobro o quarteirão de cima da minha casa, eu vi no final da minha rua, um lobo branco de olhos amarelos. Esfreguei meus olhos para ter certeza se eu não estava tendo uma ilusão ou se meus olhos não estavam embaçados. E então ele subiu a rua, vindo até mim com aqueles olhos. A cada expirada que o lobo dava, uma fumaça saia de sua boca, isso em pleno verão.
Ele chegou perto de mim, uns dois metros de distancia, sentou na rua, me encarou e em minha mente eu ouvi suas palavras;
- Não demore pra lembrar, eu estou ansioso, e quando lembrar meu nome eu voltarei até você, para tomar aquilo que me pertence, mas até lá, é bom você ficar vivo...!
₢°
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