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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Quando os Lobos Uivam

Está entardecendo e acabo de acordar, o que é estranho pois ontem dormi cedo. Levanto da minha cama com uma estranha dor na cabeça, passo a mão em minha cabeça e logo percebo um calombo, um galo, aquilo arde com um leve toque e ao mesmo tempo me causa uma tontura. O que é aquilo? Será que cai da cama ou algo assim? Me esforço pra lembra o que aconteceu, mas com um enorme esforço, o que me lembro é do céu a noite com uma lua cheia iluminando tudo ao seu alcance. Sem entender, levanto e mantenho a minha rotina de sempre.
 Tirando aquele calombo em minha cabeça e o horário em que eu acordei , tudo estava normal como sempre, o entardecer, o som da minha torneira da pia que ficava pingando no banheiro, meu avó quase adormecendo vendo a televisão, minha mãe correndo pela casa atrás de papeladas e a minha cachorra que andava pela casa. Era tarde, eu tinha que ir pra escola e tinha que correr por que eu estava atrasado, se eu demorasse mais eu iria perder o dia de aula, não que eu me importasse com isso, mas havia repetido demais e tinha que passar logo.
Mal termino de me arrumar e meu celular toca anunciando alguém irritado pelo meu atraso, o visor do celular mostra o nome do meu "suposto" amigo Carlos;
 - Fala Carlos.
 - Sabe que horas são caralho?
 - Sei sim e por isso estou me arrumando..
 - Tá, eu já estou aqui na frente, Corre!
Carlos, estressado como sempre e acha que é culpa minha. Carlos leva uma vida de garoto aplicado, de manhã ele faz curso de profissionalização em uma escola e de tarde ele faz um " bico " de atendente em uma loja de construção, pra terminar a noite ele vai para a escola. Já eu... durmo a manhã inteira e a tarde fico na frente de um Vídeo-Game. Isso estressa ele, mas é obvio que estressaria, afinal, ele se mata pra ter um futuro e ao mesmo tempo ter grana, enquanto eu só durmo e jogo, mas isso não é culpa nem minha e nem dele, ele quer ser aplicado e eu quero ser preguiçoso.
Ao chegar na escola, Carlos me olhava com desdem, seu corpo o denunciava, ele estava com os cotovelos junto a cintura, com um dos braços, inconscientemente, acariciando o outro como se quisesse se acalmar pra não fazer algo errado. Ele respirava rápido e profundamente, tentando ter mais ar do que o normal, para alimentar seu organismo que estava exaltado. Eu sabia! Alem de ele estar bravo, ele queria me agredir, queria me estraçalhar e eu sabia o porque!...

                                                                                                                                       ₢°

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